Biblioteca Antiproibicionista
O Comunitarismo das Plantas - Canteiros Medicinais Periféricos"
é um livro lançado em 2025, organizado por Eliana Rodrigues, Gabriele Dainezi e Tamara Saini, que celebra e documenta a sabedoria popular sobre plantas medicinais, a resistência comunitária e a integração de conhecimentos tradicionais com a ciência, através de projetos de canteiros medicinais em periferias de São Paulo, promovendo a saúde e a união coletiva
Edward MacRae, antropólogo, pesquisador e ativista, presta contas de sua trajetória no campo da “questão das drogas”, combinando relatos pessoais de pesquisa de campo e militância com reflexões teórico-metodológicas sobre etnografias de grupos usuários de psicoativos. Ele discute ainda as interfaces dessas práticas com as ciências da saúde, políticas públicas e espiritualidade, oferecendo um panorama histórico do uso social dessas substâncias.A obra aborda os controles formais e informais que moldam o uso de drogas e argumenta pela ampliação do debate sobre redução de danos à cannabis, defendendo sua descriminalização e regulamentação. Além disso, examina o uso ritualizado da ayahuasca em religiões brasileiras, detalhando o processo de normatização oficial desse enteógeno pelas autoridades.
Com a linguagem acessível que caracteriza a obra de Sidarta Ribeiro, este livro propõe combater a desinformação acerca da maconha, mesclando história, cultura e depoimentos pessoais com rigor científico. Em As flores do bem, Ribeiro apresenta um breve histórico da erva milenar e descreve como os feitos coletivos humanos conseguiram domesticar uma planta de incrível versatilidade, cuja história se confunde com a de nossa espécie. Fosse cânhamo para produtos navais na Europa e teares na China ou unguento medicinal na Índia e na África, a maconha sempre esteve presente na sociedade e evoluiu conosco, elevando a qualidade de vida da humanidade. Na longa história de interação entre a Cannabis e o homem, as últimas décadas foram marcadas por um proibicionismo de motivações políticas em que o racismo e o conservadorismo têm papel central, mas o avanço da ciência aponta para um novo capítulo. Depois de inúmeros estudos e descobertas relativas ao tratamento da epilepsia, o uso medicinal da maconha já não é mais questionado pela ciência. E ainda há muito a se descobrir sobre as potencialidades da erva: ansiedade, depressão, Parkinson e Alzheimer são algumas das doenças que podem ser curadas ou mitigadas com a Cannabis. Por isso, é preciso conhecê-la ainda mais, sempre com a consciência de que tudo em excesso faz mal, e que, como toda droga, essa também tem seus grupos de risco. Indicada principalmente para pessoas adultas e idosas, a erva vai além das múltiplas prescrições medicinais, podendo contribuir para a qualidade de vida também pelo uso recreativo. Poderosa aliada da criatividade e da ampliação dos sentidos, a maconha também pode ajudar no esporte, no sexo e até nos estudos e no trabalho. As flores do bem não é, portanto, apenas um livro de divulgação científica: é a contribuição de um dos maiores cientistas brasileiros para um debate urgente, na forma de um libelo que busca romper preconceitos e abrir o diálogo. Com franqueza e humanidade, Ribeiro mostra como a maconha mudou os rumos de sua história familiar e de sua trajetória profissional e religiosa. E mesmo que seja uma exposição entusiasmada da Cannabis, o autor não deixa de mencionar que nem tudo são flores. A guerra às drogas, a legislação inadequada, os preconceitos racial e moral são discutidos de modo certeiro, lembrando que por mais florescente que seja o futuro, é preciso reparar as injustiças cometidas até agora.
A edição 3 da revista PLATO é dedicada ao tema “Drogas e Políticas”, reunindo textos filosóficos, entrevistas e traduções que abordam criticamente o proibicionismo, os impactos da guerra às drogas e as formas de resistência e regulação. Com enfoque interdisciplinar, os autores analisam os discursos médicos, jurídicos, morais e culturais que sustentam as políticas de drogas no Brasil e no mundo. Publicação do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFPB.
A edição 4 da Revista PLATO, intitulada “Drogas e Políticas”, propõe um debate filosófico e político sobre a questão das drogas, reunindo artigos que refletem sobre os efeitos da proibição, os discursos morais e científicos em torno do consumo de substâncias psicoativas, os impactos sociais da guerra às drogas, e as possibilidades de políticas alternativas. A edição também busca destacar os efeitos do proibicionismo sobre populações vulnerabilizadas, as práticas de resistência e a construção de saberes não hegemônicos. O dossiê inclui ainda entrevistas e traduções inéditas, ampliando o escopo do debate sobre drogas no campo das humanidades.
A Cannabis acompanha a humanidade há mais de cinco mil anos. Ao longo de todo esse tempo de convivência íntima, nós alteramos o genoma da planta ― e, da mesma maneira, ela alterou o nosso. Sua estratégia evolutiva foi imensamente bem-sucedida: para prosperar, tornou-se uma espécie de “faz-tudo” farmacológico, capaz de regular de maneira única essa maravilhosa máquina que é o corpo humano. Com base em dados e evidências científicas, este livro busca vencer a desinformação e mostrar que a nossa sociedade só tem a ganhar com o uso da Cannabis medicinal.
Prepare-se para uma jornada fascinante e reveladora pelo mundo da Cannabis medicinal com este livro extraordinário! Há mais de cinco mil anos, a humanidade tem compartilhado uma relação íntima com essa planta incrível, e agora é hora de explorar suas incríveis propriedades e benefícios terapêuticos.Baseado em dados sólidos e evidências científicas, este livro é uma ferramenta poderosa para combater a desinformação e desmistificar os equívocos em torno da Cannabis medicinal. Ele traz informações confiáveis e esclarecedoras sobre os diversos usos terapêuticos dessa planta incrível, oferecendo uma perspectiva clara e objetiva sobre como a nossa sociedade pode se beneficiar com seu uso responsável.
O Autointitulado Movimento Social Antiproibicionista Brasileiro” apresenta uma análise abrangente da emergência e consolidação do ativismo antiproibicionista no Brasil, especialmente por meio da Articulação Nacional de Marchas da Maconha (ANMM). Partindo de um panorama histórico sobre as raízes racistas e sanitárias da proibição da maconha no país, o autor investiga como, a partir da década de 2000, coletivos locais e nacionais passaram a organizar marchas, debates e ações midiáticas para denunciar os efeitos da “guerra às drogas” e reivindicar a legalização, a redução de danos e o respeito aos direitos humanos. Ao longo do texto, o autor demonstra de que maneira a pandemia atuou como catalisador para a intensificação do uso de tecnologias virtuais, fortalecendo a articulação entre coletivos de diferentes regiões do país e possibilitando novos modos de mobilização política. A pesquisa conclui destacando a relevância de compreender o movimento antiproibicionista como uma rede fluida de sujeitos, ideias e dispositivos que, ao se entrelaçarem, desafiam a lógica punitiva e promovem um debate pautado em evidências científicas, direitos humanos e justiça social.
O Movimento Social Antiproibicionista em Natal-RN”, de Diego Marcos Barros de Castro, é uma pesquisa acadêmica que mapeia o surgimento e a evolução do ativismo antiproibicionista na capital potiguar a partir de 2010. A partir de entrevistas (história oral) e análise crítica de documentos, o autor retrata como o Coletivo Cannabisativa da UFRN organizou seis edições das Marchas da Maconha e ciclos de debate, articulando narrativas, espaços de atuação e identidades coletivas em torno da denúncia das políticas proibicionistas.
Livro "Clubes Sociais de Cannabis no Brasil": guia prático para criação e gestão de CSCs. Associativismo, políticas públicas, legalização da cannabis e organização coletiva.
Mulheres que Usam Drogas e o Direito ao Cuidado" examina as experiências de mulheres que usam drogas sob a ótica da redução de danos, gênero e raça. Uma obra fundamental para entender as complexidades da política de drogas e lutar por justiça social.
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